4 dicas para você proteger melhor seu CPF (dentro e fora da web)

Por Ramon De Souza

Imagem: Reprodução/Agência Brasil

O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é um documento bastante antigo — ele nasceu em novembro de 1965, sendo chamado, originalmente, de Registro das Pessoas Físicas. Sua criação foi motivada exclusivamente para facilitar a vida da administração federal na hora de fiscalizar se todos os cidadãos brasileiros estavam ou não cumprindo com suas obrigações tributárias, declarando devidamente os seus rendimentos e bens.


Porém, por mais que muita gente acredite que tal papel seja o do Registro Geral (RG), o CPF é que se tornou, na visão do Governo Federal, o principal documento de identificação do cidadão brasileiro. Isto se dá ao fato dele ser o único a ter unicidade a nível federal, enquanto outros documentos similares (não só o RG, mas também a Carteira Nacional de Trânsito) respeitarem algumas especificidades do estado que o emitiu.


O CPF se tornou tão importante que, desde 2015, ele é emitido automaticamente junto com a certidão de nascimento, justamente para evitar fraudes e problemas causados por nomes similares — o recém-nascido já ganha seu número de cadastro assim que o cartório realiza o processo de registro civil. Ainda há dúvidas de que tal documento é a principal forma de identificação que você pode utilizar no país?


O problema é que, durante décadas, o CPF vem sendo menosprezado pela população em geral, que não via problemas em informar tal número ou escrevê-lo em qualquer lugar. Foi só com a recente onda de vazamentos de dados — incluindo aquela que, supostamente, expôs o documento de mais de 220 milhões de cidadãos — que as pessoas passaram a ter um pouco mais de cuidado com sua identidade.


Como já dissemos, o CPF é o principal documento de identidade de um indivíduo. Em posse dele, um criminoso consegue aplicar golpes de falsidade ideológica, se passando por vocês para conseguir empréstimos, contratar planos de telefonia móvel, realizar compras à prazo e até mesmo praticar outros crimes em seu nome. Eis a importância de cuidar devidamente de seu cadastro, e, para isso, o Canaltech separou algumas dicas bacanas.


1) Não informe-o para qualquer um

Infelizmente, o mercado brasileiro habituou-se a criar cadastros de clientes e a melhor forma de fazer isso é usando seu CPF. Um exemplo frequente que temos desse fenômeno são as drogarias, que têm a mania de pedir o documento em troca de supostos descontos e benefícios. Essa prática já foi, inclusive, alvo de uma reportagem investigativa do Canaltech que foi premiada a nível latino-americano.


O problema é que ninguém pode garantir o que realmente será feito com esse documento e como ele será protegido. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) veio para tentar garantir que as instituições adotem medidas de proteção para evitar que essas informações sejam utilizadas indevidamente, mas confiar cegamente que o comércio em geral seguirá essas regras à risca é inocência. Isto posto, pense duas vezes antes de informar seu CPF.

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