A neurologista Laís Cordeiro tira dúvidas sobre ‘o esquecimentos em pessoas jovens’; ouça

Pensar que esquecimento só acontece com idosos é um grande engano. Atualmente pessoas jovens e com menos de 60 anos tem reclamado de lapsos e falhas de memória. Elas estão cada vez mais preocupadas com esquecimentos. Entre as principais causas para esses desacertos estão o estresse, e o cansaço físico e mental gerados na sobrecarga de atividades.

A médica neurologista Laís Cordeiro, explicou na manhã dessa quarta-feira (07) na Rádio Arari FM, algumas razões para esses acontecimentos, “os esquecimentos nem sempre são sinais de doenças”, disse ela.


A médica explicou também que nem toda perda de memória é irreversível. Dependendo da causa, o quadro pode ser tratado e resolvido até 100%, embora existam outras causas que trazem o problema de forma irreversível como o Mal de Alzheimer, e que o esquecimento não é o único sintoma da doença .


“O Mal de Alzheimer pode provocar perdas de outras funções cognitivas como a capacidade de se orientar no tempo, em saber qual horário dia mês o ou ano. Capacidade de orientação de espaço e a capacidade de planejamento, fazer comida e até mesmo se vestir, esse é um conjunto de sintomas que vai nos guiar na investigação daquele paciente”, explicou a médica.


A perda de memória mais comprometida e a frequência com que acontecem os esquecimentos dessa memória, é um dos dados mais importantes. Segundo a especialista, a perda de memória geralmente acontece de forma progressiva e vai até começar a comprometer as atividades cotidianas da pessoa, tanto nas atividades em casa, como no trabalho.


“Uma queixa de esquecimento que por si só não leva a um comprometimento funcional do paciente não é necessariamente por uma doença, mas se tem causado um comprometimento no seu funcionamento, é um sinal de alerta para que se leve a pessoa a um neurologista e possa definir a causa, se é doença de Alzheimer ou outra doença”, esclareceu a profissional.


Existem outros dados a serem considerados, por exemplo, quando o paciente começa a ter dificuldade de manter uma conversa, de manter o raciocínio, lembrar palavras ou objetos que são familiares para ele, perder a capacidade de seguir indicações verbais, perder a capacidade de gerir suas finanças ou tomar decisões. Apresentando essas dificuldades e perder progressivamente sua autonomia, são sinais de alertas que devem ser observados até a decisão de levar o paciente para o tratamento médico.


Por Cidinha Medrado para o Blog do Roberto


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