Bolsonaro critica o 'feche tudo' e celebra 1 mi de vacinados por dia


O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, neste sábado (3), a política do "feche tudo", adotada para frear a disseminação do vírus e o colapso dos hospitais, e levantou novas suspeitas sobre o uso dos recursos bilionários enviados pela União para governadores e prefeitos. Também comemorou a marca de 1 milhão de vacinados por dia contra o coronavírus no país e avisou que as Forças Armadas poderão ajudar com a aplicação de doses e com a logística para entregar os imunizantes aos estados. "Pelo segundo dia consecutivo, vacinamos 1 milhão de pessoas por dia. Esse número tende a crescer. Conversei hoje com ministro da Saúde, com o ministro da Defesa, que está aqui do meu lado, o Braga Netto, e as Forças Armadas estão à disposição para colaborar para vacinar. Praticamente, todos os quarteis do Brasil têm essa condição: Marinha, Exército e Aeronáutica", avisou. As declarações de foram dadas em uma cozinha comunitária, que oferece comida a pessoas em situação vulnerável, em Itapoã, uma região administrativa do Distrito Federal, onde tomou sopa ao lado do ministro da Defesa, Braga Netto. Mais uma vez, o presidente frisou que a "política do feche tudo e fique em casa" provoca o aumento da pobreza e da miséria. "A população, com mais desemprego, com a política do feche tudo e fique em casa, mais gente está comendo menos, alguns passando necessidades seríssimas e temos que vencer isso aí. A guerra da minha parte não é política, mas realmente tem a ver com o futuro de uma nação", avisou. Bolsonaro relembrou que, há um ano, o governo apoiava "medidas protetivas", mas "tudo tem um limite". "Lá atrás, quando se mandava ficar em casa, em março do ano passado, era para achatar a curva, até que os hospitais se aparelhassem com leitos de UTI e com respiradores", relembrou. "Passou-se um ano, bilhões do governo federal foram dispensados para governadores e prefeitos, e parece que alguns deles não aplicaram devidamente esse recurso na saúde. [...] Sabemos que a grande parte dos prefeitos quer uma mudança nessa política. A grande parte dos prefeitos não concorda com a política radical do feche tudo", finalizou. R7 Notícias/Evaristo Sá

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