Conheça a trajetória militar dos novos chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica


O presidente Jair Bolsonaro oficializou nesta quarta-feira (31) a indicação dos novos comandantes das três Forças Armadas do Brasil. Para o Exército, foi escolhido o general "quatro estrelas" Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; para a Marinha, o almirante de esquadra Almir Garnier Santos; e para a Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior. Conheça a seguir um pouco do currículo e das experiências de cada um dos novos comandantes: General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, novo comandante do Exército Nascido na cidade de Iguatu, interior do Ceará, o general-de-exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira tem 59 anos, é casado e pai de três filhos. Antes de assumir o comando do Exército, ele exercia o cargo de chefe do Departamento-Geral de Pessoal, em Brasília (DF). Oriundo do Colégio Militar de Fortaleza, ele incorporou as fileiras do Exército em 4 de março de 1974, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP). Em 1977, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), tendo sido declarado aspirante a oficial da Arma de Infantaria em 15 de dezembro de 1980. Tem no seu currículo os cursos de Formação; de Aperfeiçoamento; de Altos Estudos Militares; de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército; de Operações na Selva; dos Estágios de Escalador Militar; de Operações Psicológicas; e de Comunicação Social. Foi instrutor na Aman em três oportunidades, sendo em uma delas comandante do curso de Infantaria. Em 1994, foi subcomandante do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, em Belém (PA). Comandou o 10º Batalhão de Infantaria Leve-Montanha, em Juiz de Fora (MG). Exerceu ainda as funções de adido militar no México, oficial de Estado-Maior da 12ª Região Militar, e chefe da 5ª Seção do Comando da 10ª Região Militar. Como oficial general foi chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste, em Campo Grande (MS); comandante da 16a Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé (AM); chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia, em Manaus (AM); comandante da 12ª Região Militar, também em Manaus; subchefe de Assuntos Internacionais e subchefe de Organismos Americanos do Ministério da Defesa, em Brasília; e comandante do Comando Militar do Norte, em Belém (PA). Foi promovido a general-de-exército em 31 de março de 2018. Tem mais de dez condecorações e medalhas em seu currículo militar. Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, novo comandante da Aeronáutica Natural do Rio de Janeiro (RJ), o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior ingressou na Força Aérea Brasileira (FAB) em 3 de março de 1975. É oriundo das aviações de caça e reconhecimento. Possui 4 mil horas de voo, sendo 2.200 horas em aeronaves de caça. Já voou em 12 modelos diferentes de aeronaves. Em 46 anos de carreira militar, o oficial-general assumiu o comando, a chefia e a direção de diferentes organizações da FAB. Foi comandante do 2º e 6º Grupo de Aviação – Esquadrão Guardião; comandante da Base Aérea de Fortaleza; adjunto do adido de defesa e aeronáutica nos Estados Unidos; subchefe do Comando-Geral de Apoio; presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate e chefe do Subdepartamento de Desenvolvimento e Programas. Comandou ainda o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro; foi diretor de Material Aeronáutico e Bélico; vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica; e chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa. Antes de assumir o comando da Aeronáutica brasileira, exercia o cargo de comandante do Comando-Geral de Apoio. Baptista Júnior foi promovido ao posto de tenente-brigadeiro em 31 de março de 2018. Com a nomeação ao posto máximo da FAB, o brigadeiro assume o cargo que já foi do pai dele, Carlos de Almeida Baptista, que comandou a Aeronáutica de 1999 a 2003. Almirante Almir Garnier Santos, novo comandante da Marinha Natural do Rio de Janeiro (RJ), o almirante de esquadra Almir Garnier Santos tem 61 anos e ocupava atualmente o cargo de secretário-geral do Ministério da Defesa. No Ministério da Defesa, Garnier atuou como assessor especial militar dos ex-ministros da Defesa Celso Amorim, Jacques Wagner, Aldo Rebelo e Raul Jungmann. Ingressou na Marinha em dezembro de 1981 como guarda-marinha, patente equivalente à de aspirante-a-oficial no Exército. Serviu no navio-escola Custódio de Mello e na fragata Independência, entre 1982 e 1987. Concluiu com distinção o curso de aperfeiçoamento de eletrônica para oficiais, em 1986, no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk. Foi instrutor de operações navais e encarregado da Divisão de Operações no navio-escola Brasil e chefe do Departamento de Operações na fragata União, em 1990. Formou-se no curso de mestrado em Operations Research Systems Analisys, nos EUA, em 1993. Depois foi gerente de projeto e assessor do Departamento de Análises de Sistemas no Centro de Análises de Sistemas Navais, entre 1994 e 2002. Em 1998, foi aluno do curso de estado-maior para oficiais superiores na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro (RJ), tendo concluído o programa com distinção. Promovido a capitão-de-mar-e-guerra, comandou o navio tanque Almirante Gastão Motta e o Centro de Apoio a Sistemas Operativos da Marinha, e foi superintendente de sistemas da Diretoria de Telecomunicações, entre 2003 e 2008. Foi chefe de gabinete do chefe de Estado-Maior de Defesa no Ministério da Defesa, subchefe de inteligência operacional no Comando de Operações Navais, e diretor da Escola de Guerra Naval e do Centro de Análises de Sistemas Navais, entre 2009 e 2014. Exerceu ainda os cargos de assessor especial militar do ministro da Defesa e comandante do 2º Distrito Naval, entre 2014 e 2019. Foi promovido a almirante de esquadra em 25 de novembro de 2018. Tem mais de 30 medalhas e condecorações no currículo, dos quais se destacam as Ordens do Mérito da Defesa e do Mérito Naval.


Via Gazzeta do Povo

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