CoronaVac é eficaz contra as três variantes do coronavírus em circulação no país, diz pesquisa

CoronaVac é eficaz contra as três variantes do coronavírus em circulação no país Pesquisa feita com a USP aponta que imunizante é eficaz contra as três variantes do coronavírus - a britânica, a brasileira e a sul-africana - em circulação no país, segundo governo estadual. Variante P.1, originária de Manaus e considerada mais transmissível, é derivada da variante brasileira, contra a qual a CoronVac se mostrou eficaz.

O governador João Doria (PSDB) disse nesta quarta-feira (10) que a vacina CoronaVac é eficaz contra as três variantes do coronavírus – a britânica (B.1.1.7), a brasileira (B.1.1.28) e a sul-africana (B.1.351) – em circulação no Brasil. De acordo com Doria, a eficácia da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac foi verificada em um estudo preliminar feito em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O governo de São Paulo, no entanto, não apresentou detalhes da pesquisa científica em coletiva de imprensa. “Uma nova pesquisa comprova que a vacina do Butantan é eficaz contra as novas cepas do coronavírus. Essa é uma excepcional notícia. Essa pesquisa do Butantan feita em parceria com a USP comprovou que essa vacina é eficaz contra as três variantes do coronavírus em circulação no Brasil”, disse Doria aos jornalistas.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan de São Paulo.Segundo o diretor do instituto, Dimas Covas, a vacina CoronaVac é eficaz contra as três principais variantes do Sars-Cov-2 que circulam no país. Ele explicou ainda que a variante P.1, que é originária de Manaus e é considerada mais perigosa, é derivada da B.1.1.28, na qual foi verificada a eficácia da Coronavac.


“Estamos diante de uma vacina que é efetiva em proteção contra essas variantes que estão circulando neste momento”, disse Dimas Covas.


De acordo com o diretor, a P.1 já pode ser a principal cepa em diversos municípios do país. A análise foi feita com base nos vírus em circulação na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, que é objeto de um estudo do Butantan.

“Em Serrana, desde junho de 2020 nós fizemos um acompanhamento até hoje, e aí vimos que já em dezembro de 2020 apareceu já alguma coisa diferente em termos de mudança do vírus. Em dezembro apareceu a P.2 [derivada da cepa brasileira B.1.1.28], a primeira variante de importância. Em janeiro, essa variante P.2 já era a predominante. Agora, em janeiro e fevereiro, já passou a ser predominante a P.1, a mais agressiva. E isso pode estar acontecendo em outros municípios”, completou.


G1

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