Coronel que trocou agressões com deputado estadual deixa comando de batalhão da PM

Foto: Reprodução/WhatsApp

A Secretaria de Defesa Social (SDS) dispensou o coronel Alexandre Tavares de Oliveira Silva do comando do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM). A decisão foi publicada no Boletim Geral do órgão nesta sexta-feira (9), um dia após o policial militar trocar agressões com o deputado estadual Joel da Harpa (PP). A confusão entre o militar e o deputado estadual ocorreu durante a vacinação contra a Covid-19 de policiais na sede do Complexo Policial de Jaboatão dos Guararapes, na Estrada da Batalha, no bairro de Prazeres. SDS afirma que todos os tenentes-coronéis que foram promovidos ao posto de coronel deixam o comando de suas unidades — Foto: Reprodução/ Boletim Geral da SDS SDS afirma que todos os tenentes-coronéis que foram promovidos ao posto de coronel deixam o comando de suas unidades — Foto: Reprodução/ Boletim Geral da SDS (ATUALIZAÇÃO: No sábado (10), a Polícia Militar de Pernambuco informou, por meio de nota, que foi definido no dia 2 de abril que todos os tenentes coronéis que foram promovidos ao posto de coronel, que é o mais alto da carreira militar, deixariam o comando de suas unidades. A PM acrescentou que aconteceu o mesmo com os oficiais que comandavam o 1º BPM, o 5º BPM e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Também no comunicado, a PM contou que o comando de batalhão é um cargo exclusivo para tenentes coronéis e, em algumas exceções, majores. "O coronel Tavares estará assumindo uma função estratégica na cúpula da PMPE, inerente ao seu novo posto, onde poderá contribuir com sua experiência para otimizar o desempenho da Corporação".) As imagens enviadas à reportagem mostram o momento em que os dois se empurram e discutem (veja vídeo acima). O deputado disse que queria entrar no auditório do local, onde estava ocorrendo a vacinação dos policiais, para fiscalizar a imunização, mas o comandante do batalhão não permitiu a entrada. No vídeo, é possível ouvir o deputado questionando se o policial iria removê-lo do local e a confirmação do comandante. "Vai me tirar?", perguntou Joel. "Vou", disse Alexandre. Outros policiais tentam apartar a briga e se colocam em meio aos dois. Na gravação, Joel da Harpa aparece sem máscara. Ele disse que a proteção caiu do rosto depois de outras tentativas de remoção dele do local. O deputado contou, ainda, que registrou uma queixa contra o policial na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, visando à abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar contra o servidor. No comunicado enviado na quinta-feira (8), a PM afirmou que Joel da Harpa, "sem utilização de máscara para prevenção à transmissão de Covid-19, tentou entrar na sala de vacinação instalada na sede do 6º Batalhão, em Prazeres, e foi impedido em respeito à normas sanitárias". Ainda no texto, a PM disse que, "sem comunicação prévia e sem utilizar máscara, o deputado chegou à unidade militar e foi permitido seu acesso à área externa e algumas dependências do batalhão, onde pode realizar filmagens". Também no comunicado, a PM contou que "o parlamentar quis entrar na sala onde estava ocorrendo a vacinação dos militares contra a Covid-19, que estava com acesso permitido apenas para o pessoal que iria tomar a vacina e os técnicos responsáveis pela aplicação do referido imunizante, de modo a evitar aglomerações ou tumultos, além da exigência de equipamento de proteção individual". A Polícia Militar finalizou a nota afirmando que, "após os ânimos se exaltarem, tudo foi esclarecido entre as partes".

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