Filiação de Bolsonaro ao PL será no dia 30 de Novembro



Os senadores da sigla foram convocados pelo presidente nacional, Valdemar Costa Neto e a expectativa é que na reunião seja confirmada a data de filiação do presidente Bolsonaro ao PL.


O Partido Liberal (PL) anunciou nesta terça-feira (23) que a filiação do presidente Jair Bolsonaro acontecerá no próximo dia 30 de novembro. O evento deverá ocorrer às 10h30, em Brasília, informou a sigla.


“A definição da data é produto do encontro que, na tarde de hoje, 23, reuniu o presidente da República e o Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto”, diz comunicado do PL.

No comunicado divulgado nesta terça (23), o partido não explica qual foi o teor da conversa que levou a definir a data de filiação de Bolsonaro.


“Carta branca” a Bolsonaro

Em conversas reservadas, o presidente já sinalizou que só irá se filiar à sigla quando forem solucionados entraves estaduais, como o apoio do partido em São Paulo, e que, caso ainda restem assuntos pendentes, pode marcar a nova data de filiação para o início do ano que vem.


O desacordo entre Bolsonaro e Valdemar criou um mal-estar na sigla, o que obrigou a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, e o ex-senador Magno Malta a atuarem como bombeiros, arrefecendo os desentendimentos entre o presidente e o dirigente partidário.


Segundo assessores palacianos, para definir a sua filiação à legenda, o presidente também tem solicitado espaço para aliados dele na executiva nacional do PL, hoje formada em sua maioria por nomes de confiança de Valdemar. Procurada pela CNN Brasil, na segunda-feira (22), a assessoria de imprensa do PL não respondeu à reportagem.


Na última quarta-feira (17), para tentar facilitar a filiação do presidente, a executiva nacional do PL decidiu em dar “carta branca” ao presidente Valdemar Costa Neto para que ele negocie a filiação diretamente com Bolsonaro.


Em nota, o PL afirmou que “está pronto e alinhado para receber o presidente em todos os estados” e que o presidente nacional da legenda “tem carta branca para conduzir e decidir sobre a sucessão presidencial e a filiação” de Bolsonaro.

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