“Linguagem de gênero está sendo introduzida nas aulas virtuais pelo governo de PE”, diz professora;


Foto: Blog do Roberto Gonçalves_ Por Cidinha Medrado_

A professora Paula Elionário esteve no programa Araripina Urgente (Arari FM), para uma entrevista especifica sobre a linguagem inclusiva de gênero. A educadora vem movimentando a sociedade araripinense para agir contra a introdução da linguagem nas escolas estaduais proposta pelo governo do estado. Durante sua fala, ela explicou que esse tipo de linguagem não tem um sentido lógico para se definir sexo de alguém.


Representando os cristãos das igrejas evangélicas, católicas e outras entidades religiosas, confirmou que vai buscar assinaturas de eleitores e apoio da Câmara de Vereadores no sentido de barrar essa proposta, visando a criação de rima lei municipal que proteja os valores culturais e à linguagem portuguesa propriamente dita, pois a nova linguagem não traz uma compreensão social.


SOBRE O ASSUNTO:


A linguagem de gêneros, é também conhecida como “não binária” que por definição, é a pessoa que não se identifica nem com o gênero masculino, nem com o gênero feminino. A identidade de gênero é diferente da orientação sexual, a proposta é para alterar o idioma, por exemplo, substituir amigo ou amiga por amigx ou amigue, numa forma de neutralizar as palavras para quem não se identifica como homem ou mulher.

Há uma semana, a professora usou a tribuna da câmara de vereadores para explanar sobre o assunto e pedir apoio aos legisladores.


“A língua é o patrimônio de um povo, o território e a religião. Eu estou aqui representando a comunidade cristã, católica e evangélica, sobre essa proposta que vem dentro do currículo de Pernambuco, nos propomos a alertar a população, aos pais, principalmente aqueles que tem os seus filhos matriculados em escolas públicas, mas também privadas, já que o currículo estará em toda parte, tanto público quanto privada e o nosso papel na Câmara de Vereadores, além de esclarecer foi de trazer esse alerta e explicar para os vereadores a respeito desse currículo, para pedir ações protetivas para a língua portuguesa”, disse ela.


É um projeto que foi banido do plano nacional, mas deixou uma brecha, municípios e estados decidam se utilizam ou não a linguagem. Semelhante a isso, em 2017 o projeto de Ideologia de Gêneros nas escolas de Araripina foi rejeitado pela Câmara de Vereadores, na época, através de um movimento encabeçado pelos professores João Muniz e Milton na intenção de alertar a população e pedir essas medidas protetivas, com o termo 'ideologia de gêneros', eles fizeram uma mobilização popular para conseguir uma lei municipal, a Lei nº 2884 que proíbe atividades pedagógicas que visem a reprodução da ideologia, no entanto, esse novo currículo foi baseado em leis contra violência em Pernambuco e traz dentro de uma comparação com a relação de gêneros, o debate para escola, como está dentro do curso, esse documento apoia a discutido do assunto nas escolas.


“Ele respalda que esses assuntos sejam trabalhados na escola, e todo assunto relacionado a identidade, teoria ou ideologia de gêneros, e aí o governo do Estado está justamente se usando desse currículo para trazer essas discussões para a sala de aula, e uma delas é a linguagem de gênero, não ainda diretamente na sala de aula, mas já existem informações de alguns professores que já acontece na plataforma meet com alunos convidados e sem o prévio conhecimento dos pais, dentro dessas informações, tem lá a pergunta para os alunos: “porque precisamos de uma linguagem inclusiva de gêneros?”, e isso está dentro do site da secretaria de educação, a divulgação dessas informações tem acontecido inclusive com algumas pessoas ligadas a alguns órgãos públicos aqui da cidade que participam dessas reuniões”, explicou Paula.


A professora considera que a pauta está sendo introduzida com astúcia pelo governo do estado nas aulas virtuais, na Plataforma Google Meet, uma proposta que nasce dentro dos movimentos também feministas desde a década de 60, encontrada nos livros. Pouco conhecida, a ideia de grupos apoiadores da teoria ou identidade e gênero que se consideram não binários e que não se classificam nem do sexo masculino e nem do sexo feminino dizem que a língua portuguesa é uma língua opressora e machista.


“Eles querem mudar para atender a essas pessoas que representam 0,0001% da população mundial que não se classifica nem do sexo masculino e nem do sexo feminino, a proposta é que as palavras que terminam em ‘a’ para se referir ao feminino e ‘o’ para se referir ao masculino sejam mudadas pela terminação ‘é’ , ‘x’ ou ‘arroba’, por exemplo, palavras como menina ou menino, se tornariam ‘meniné’, não poderíamos mais usar o todos ou todas, seria ‘todes’, nele ou nela se tornaria ‘nilé’, dele ou dela, ‘dilé’. Então quando você tenta construir uma frase com esse tipo de linguagem fica algo completamente inalcançável para o nosso entendimento que somos adultos, imagine as crianças”, avaliou a professora.


Paula Elionário disse ainda, que essa introdução, desrespeita o direito de pessoas que dentro dos seus valores cristãos identificam que a maioria da população se ver como homem ou como mulher e defende o artigo 13 da Constituição Federal que diz que a língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil, isso significa, que em todo território nacional, a norma culta da língua portuguesa deve ser ensinada nas escolas, nos livros didáticos e em documentos oficiais.


“Não é o que está acontecendo na íntegra, ferindo e desrespeitando esse direito, pois já existem em escolas, é só procurar no You Tube, nas contas de internet e você vai encontrar, o currículo está disponível no site da secretaria de educação do estado, nas páginas 38 e 39, falando sobre as relações de gênero, como eu disse, você não vai encontrar lá, o nome linguagem de gêneros, mas você vai encontrar as discussões a respeito, então se dá respaldo para que as escolas trabalhem com isso, inclusive, já tem até vídeo de denúncias de pais que entrarem na escola e estava lá, a faixa: ‘bem vindos alunes’, então isso para crianças, para adolescentes, já que o próprio estatuto da criança e do adolescente prevê que são pessoas que devem ser tratadas de forma especial, por conta da vulnerabilidade e da idade, estão sendo bombardeados com esse tipo de conhecimento, que não existem nem masculino e nem feminino, que isso é uma construção social, mas vai de encontro aos valores da família cristã”, comentou.


Paula sugere que a Câmara dos Vereadores utilize o poder de legislar para impedir essa implantação de linguagem de gênero proposta pela Secretaria de Educação do Estado, através de um projeto popular, que exige apenas 5% das assinaturas dos eleitores da cidade, ela comentou também que não é uma iniciativa para suscitar ódio na sociedade contra classes LGBT ou feministas, mas para garantir o direito de que as crianças aprendam de acordo com os seus valores, num país onde se defende ao máximo, a liberdade.


“Nós precisamos dessas assinaturas para entrar com esse projeto popular pedindo essas medidas protetivas, além disso, pedimos aos pais que estejam atentos ao que seus filhos estão estudando, as propostas que estão sendo colocadas pelo estado nessas aulas, de repente você acha que o seu filho tá estudando, e ele tá participando de uma formação como essa “, disse.

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