Médico avalia estudos sobre exercícios e substâncias naturais que interferem positivamente em casos

Imunidade é um assunto que está em alta. Com a pandemia do novo coronavírus, a preocupação de deixar o sistema imunológico mais forte, aumenta. Não há dúvidas que os exercícios físicos têm uma relação direta com a imunidade. O médico Pedro Rafael que é ortopedista, tem acompanhado constantemente alguns estudos sobre a imunidade em casos de Covid-19. Ele fez uma avaliação nessa quarta-feira (24), na Rádio Arari FM, para esclarecer alguns tópicos para os ouvintes do Programa Araripina Urgente.


Realizar 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos de atividades intensas reduz o risco de internação hospitalar pela Covid-19 em 34,3%. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) publicado recentemente na plataforma preprint MedRxiv. (Veja Abril)


“Além desse, tem um estudo onde citam o hormônio heresina que é produzido durante os exercícios pelas células musculares e atua indiretamente na replicação viral, um hormônio que reduz a replicação do vírus. Em relação à obesidade, outro estudo diz que a célula do tecido adiposo diminui a expressão do heresina. Obesos tem diversos genes que aumentam a expressão do vírus no organismo, proporcionam maior quantidade de vírus e sem contar, que a própria gordura é inflamatória”, explicou doutor Pedro.


Sobre obesos com Covid-19, ele disse que a obesidade complica a situação muito rapidamente, embora estudos tentem explicar o porquê. Os obesos reduzem o heresina e o grande problema não é o vírus em si, mas a reposta inflamatória que ele causa principalmente a partir do 6º e 7º dia, de acordo com o médico.

O profissional também respondeu questionamentos sobre substâncias naturais. Disse que existem as que podem evitar gravidades em casos da Covid-19 e que estão sendo estudadas duas substâncias, uma delas é a cúrcuma que está sendo avaliada em um laboratório na índia para saber se tem alguma eficácia contra o coronavírus. “A cúrcuma conseguiu reduzir replicação do vírus, reduziu lesão pulmonar e lesão renal, então é um estudo que está engatinhando ainda, mas é bastante promissor”, disse ele, mas orientou à população não usar excessivamente.

O Brasil estuda o propólis, e as pessoas que tomaram mais cápsulas, ficaram menos tempo internadas. Tem ainda, a vitamina D, que implica na imunidade e deve ser utilizada mediante acompanhamento médico, de acordo com Pedro Rafael.


Em relação com as diversas informações espalhadas pela internet e nos grupos de mensagens sobre remédios da ciência popular, como alho, vinagre de maçã, mastruz, chá de quina-quina, limão e sumo do boldo com folha de algodão, não tem eficácia comprovada contra a Covid-19, de acordo com o médico.


Blog do Robertto/Ediçaõ Cidinha Medrado


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