Miguel Coelho critica Compesa diz que quase todas as cidades de PE trabalham com sistema de rodízio

Cidinha Medrado para o Blog do Roberto Gonçalves

Foto portal da prefeitura


Petrolina, no Vale do São Francisco, foi eleita a cidade com melhor qualidade de vida em todo o Nordeste brasileiro, ganhou até para capitais. A indicação de acordo com o Índice dos Desafios da Gestão Pública (DGP) foi feita pela empresa de consultorias, Macroplan, que avaliou segurança, saneamento e sustentabilidade, entre outros fatores. Este índice mostrou que a cidade evoluiu na qualidade de vida e aumentou sua nota que antes era de 0,620 no ano de 2020 para 0,645 em 2021. Esse resultado, não quer dizer que a cidade não tenha problemas. O povo de Petrolina enfrenta dificuldade principalmente com a falta de água. Os problemas que persistem ao longo dos anos são motivos de manifestações populares e desespero para muita gente que fica sem o líquido precioso. ‘É como uma queda de braço’, diz o prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que vem tentando se livrar da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) há algum tempo.


Em novembro de 2020, Miguel Coelho tentou escolher uma nova empresa para substituir a Compesa, mas foi barrado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE), que suspendeu edital e licitação já aprovados pelo próprio Tribunal. A zona Rural também amarga o problema e enfrenta muitos dias sem abastecimento.


“Nós tentamos fazer dois processos de licitações, inclusive com o aval e autorização do Tribunal de Contas, e infelizmente foram suspensas pelo próprio Tribunal, encontramos essa barreira legal e estamos trabalhando para poder contorna-la, mas mesmo que a gente não consiga fazer uma nova concessão, a Prefeitura de Petrolina admite também assumir através de uma empresa municipal o sistema de água e esgoto da cidade”, garantiu Miguel.

Miguel afirmou nessa segunda-feira (22) na Rádio Arari FM de Araripina, que falhas no abastecimento de água da empresa acontecem em quase todas as cidades pernambucanas, e trabalham com sistema de rodízios para racionar.

“A gente precisa enfrentar isso, está claro que a Compesa está fadigada, e que não tem recursos suficientes para fazer sequer a manutenção dos sistemas existentes, muito menos os investimentos necessários, tanto no quesito esgoto, quanto no quesito água tratada. Então as prefeituras começam a querer partir para um outro caminho”, comentou o prefeito.

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