Patrulha Maria da Penha já funciona em Ouricuri diz Coordenação Reg da Secretaria Estadual da Mulher


O Dia Internacional da Mulher deveria ser um dia de relembrar vitórias, no entanto, alguns projetos brasileiros de proteção à vida e os direitos da mulher ainda não frutificam como previsto. A coordenadora Regional da Secretaria Estadual da Mulher no Sertão do Araripe, Lourisvanda Alves (Lourinha) comentou os desafios. "A gente sabe que a principal pauta das mulheres é o enfrentamento à violência", disse ela. O Brasil é o 5° país que tem mais casos de violência doméstica e mesmo que todos os municípios pernambucanos tenham organismos de políticas para mulheres, ainda é registrado um alto índice. "A gente fala dos índices que chegam às delegacias, mas temos um número expressivo de mulheres que não denunciam, ou por naturalizar a violência ou por medo", disse Lourisvanda. Há mulheres que nem sabem que estão sofrendo violência, segundo a coordenadora, e a considera algo estabelecido nas culturas da sociedade. "A violência é algo subjetivo, ainda temos que enfrentar isso, não apenas o estado ou município, mas toda a sociedade, debater e enfrentar essa cultura machista", comparou ela. Não é só a questão do feminicidio, de acordo com Lourisvanda, é a morte emocional das mulheres, que são submetidas à violência doméstica e morrem mais cedo, as vezes de câncer, de depressão e atraem doenças e comportamento violento para os filhos " As mulheres são as vítimas, neste sentido de enfrentamento, temos um serviço em pareceria com a Polícia Militar que está iniciando em Ouricuri desde fevereiro, que é a Patrulha Maria da Penha, voltado para as mulheres com medida protetiva de urgência deferida pelo judiciário", explicou ela. A Patrulha acontece em parceria com a PM, A secretaria da mulher participa da mobilização e formação dos policiais, homens e mulheres, atendem às vítimas com medida protetiva, os policiais fazem a visita quinzenal ou semanal. O serviço atende há mais de 80 municípios em Pernambuco. "Um universo de mais de 23 mil mulheres atendidas, é um serviço que tem uma eficácia grande, porque quando os policiais vão à casa das mulheres, vêem se aquela medida protetiva está sendo respeitada", explicou a coordenadora. Cidinha Medrado

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