POLÍTICA: Sérgio Moro diz que vai trabalhar contra reeleição caso seja eleito



Pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro disse nesta quinta-feira (06) que é contra a reeleição para cargos executivos. Segundo ele, caso eleito em 2022, uma de suas primeiras atitudes será enviar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) propondo a eliminação da reeleição do cargo de presidente da República. Deu a declaração durante entrevista ao jornal paraibano Portal Correio.


“Todo mundo fala: ‘a reeleição é um mal, porque o político se elege e começa a pensar no dia seguinte na reeleição’. Ele esquece as pessoas, que está ali para melhorar a vida das pessoas”, disse.


Segundo Moro, é possível considerar até mesmo um aumento no tempo de mandato, mas desde que seja a partir de 2026, sem que afete o próximo presidente em exercício.


Na entrevista, o ex-juiz defendeu também o fim do foro privilegiado. “Chega de tratar político como sendo alguém superior ao cidadão comum. Por que o político tem que ter isso [foro privilegiado]? A única justificativa seria dizer que o político é melhor do que as pessoas comuns”.


Moro voltou a dizer que foi “sabotado” em seu trabalho como ministro da Justiça de Bolsonaro. Segundo ele, Bolsonaro costuma dizer que o tirou do governo por não proteger a família dele de investigações. “Recentemente resolvi colocar meu nome nesse projeto maior, porque acredito nesse país. Acho que a gente consegue mudar e consegue mudar para melhor… E dentro dessa luta que se encontra novamente o combate à corrupção, que é parte essencial”.


O ex-juiz tentou se vender como 3ª via, atacou os governos do PT e tentou ser moderado ao tratar temas polêmicos, como o aborto. “Me considero um conservador no âmbito dos costumes. Mas penso que a gente tem que tratar todo mundo com respeito, que isso é inerente aos próprios valores religiosos… Acho que o Estado não tem que ficar se metendo na vida de todas as pessoas sobre como elas têm que se comportar”.


Vacinado 3 vezes, Moro disse ser a favor da imunização. Afirmou que o governo tem o papel de incentivar, sem necessariamente tornar obrigatório. “O governo demorou muito para disponibilizar a vacina para os adultos. Depois ele disponibilizou e a coisa avançou. Nesse momento das crianças, demorou de novo. Tem que respeitar a decisão dos pais”.

0 visualização0 comentário