Secretários de Saúde pedem lockdown em regiões com ocupação de leitos acima de 85%

Atualizado: 2 de mar. de 2021


Diante do agravamento da crise sanitária em razão da Covid-19, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) recomendou, nesta segunda-feira (1º), o endurecimento das regras para o isolamento social no País. Dentre as medidas, está o lockdown em regiões com ocupação de leitos acima de 85%, situação de lotação que ocorre no Ceará.

Neste 1º de março, 92.93% das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adultas exclusivas para Covid-19 no Estado estão ocupadas, de acordo com a plataforma IntegraSUS, atualizada às 14h pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). As taxas de ocupação dos leitos intensivos e enfermaria são de 88,9% e 74,88%, respectivamente.

Em documento assinado pelo presidente da entidade, Carlos Lula, os secretários estaduais também propõem o toque de recolher nacional das 20h às 6h e a proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo o País. Duas dessas medidas já foram adotadas no Ceará. No texto, o Conass pondera que o recrudescimento da epidemia em diversos estados leva ao colapso das redes assistenciais públicas e privadas e ao risco iminente de se propagar a todas as regiões do Brasil. “Infelizmente, a baixa cobertura vacinal e a lentidão na oferta de vacinas ainda não permitem que esse quadro possa ser revertido em curto prazo”, diz a nota. “O atual cenário da crise sanitária vivida pelo país agrava o estado de emergência nacional e exige medidas adequadas para sua superação”, complementa. O documento prevê barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual.

Principal medida é o rigor de restrição das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos, incluindo a restrição em nível máximo nas regiões com ocupação de leitos acima de 85% e tendência de elevação no número de casos e óbitos.

Diário do Nordeste


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