Sete variantes do novo coronavírus são encontradas em amostras de pacientes infectados de Sergipe

G1 Sergipe


Sete variantes do novo coronavírus foram encontradas em 67 amostras de pacientes infectados de Sergipe, que foram analisadas pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28), pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen).

Segundo o superintendente, Cliomar Alves, o procedimento foi realizado em materiais que apresentaram alta carga viral da Covid-19. “Elas não possuem relação com as encontradas no Amazonas, Reino Unido ou da África do Sul. Essas cepas, essas linhagens, que são a mesma coisa, de todas que estão circulando no país inteiro, sete nós conseguimos identificar, dentre elas uma que ainda não estava circulando no estado. Não significa que são só essas sete, nós continuaremos na vigilância genômica orientada tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela Fiocruz.". As 67 amostras analisadas são de pacientes que vivem em 11 municípios sergipanos.

Ele explicou que essa descoberta pode auxiliar a compreender os casos de reinfecção da doença, que em algumas situações ocorrem mais de uma vez no mesmo paciente. “Esses resultados, esses dados, saber quais linhagens estão circulando nos reforça essa vigilância genômica, essa importância, e a vigilância epidemiológica, para gente entender que uma linhagem pode causar uma infecção e, após três meses, que é quando o organismo não tem mais anticorpos neutralizantes (que são aqueles produzidos imediatamente após uma infecção), o organismo está pronto para se infectar de novo, porque a gente vem vendo que a infecção pelo coronavírus por si só não causa aquela imunidade a longo prazo”. Cliomar disse também que as amostras com alta carga viral do coronavírus vão continuar sendo enviadas à Fiocruz para a identificação possíveis novas linhagens da doença. “Nós continuamos mandando amostras de pacientes com suspeita de reinfecção para fazer a análise e saber quais linhagens estão circulando e qual o comportamento de circulação de infecção e agravamento dos pacientes”.

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